2009-09-23

matildices > cérebro

(no comboio)

- ó mãe, vamos fazer um jogo!
- está bem. qual?
- não sei... pensa.
- não sei.
- ó mãe, pensa!
(deitando a cabeça para trás e revirando os olhos)
- olha pra dentro do teu cérebro e pensa!

2009-03-19

ó mãe, queres vir ver a minha presépia?


da esquerda para a direita:
- São Pokoyo
- Menino Yoko Jesuz (num elefante estendido (ou deitado))
- Virgem Kitty

2009-03-16

matildices > varicela


desenhando com o pai:
aquando do processo de sarapintanço, comenta com comiseração: este menino está com mozarela...

2009-03-12

sick sidney

TerryToons - Sidney the Elephant - 1958-12-01 - Sidney's Family Tree

2009-03-05

2009-02-18



I am a bird girl now
I've got my heart
Here in my hands now
I've been searching
For my wings some time
I'm gonna be born
Into soon the sky
'Cause I'm a bird girl
And the bird girls go to heaven
I'm a bird girl
And the bird girls can fly
Bird girls can fly

2009-02-12

2009-02-10

I want a little sugar
in my bowl
I want a little sweetness
down in my soul
I could stand some lovin'
Oh so bad
Feel so lonely and I feel so sad

I want a little steam
on my clothes
Maybe I could fix things up
so they'll go
Whatsa matter Daddy
Come on, save my soul
Drop a little sugar in my bowl
I ain't foolin'
Drop a little sugar in my bowl

2009-02-05

quase

Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...

Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo ... e tudo errou...
- Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...

Momentos de alma que,desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...

Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...

Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...


Mário de Sá Carneiro

2009-02-02

estava o peixinho... veio o gato e comeu-o!


o coelhinho foi com o pai natal e o palhaço no comboio ao circo

2009-01-30

2009-01-27



Director: Alfonso Cuarón
Release Date: 2006

In 2027, as humankind faces the likelihood of its own extinction, a disillusioned government agent agrees to help transport and protect a miraculously pregnant woman to a sanctuary at sea where her child's birth may help scientists to save the future of mankind.

2008-12-11

2008-10-28

bella símamær

björk

também nós, em funiscas, tentávamos aprender a pescar ;)



Hún Bella, Bella, Bella, Bella símamær,
Er ekki alveg fædd í gær.
Hún Bella, Bella, Bella, Bella símamær,
Hún kann á flestum hlutum skil, og kallar á vidtalsbil.

Í ástarmálum gildir adeins forganghsrad,
Ég ætti best ad vita thad.
Í fjöri jafnt sem fegurd alla út hún slær,
Hún Bella, Bella, Bella símamær.

Halló, halló, já hvad heitid ér?
Hvad viljid thér mér? Ég thekki ydur nú.
Halló, halló, nei ert etta thú?
Ég ekki ig nú, á semjum vid frid,
Ar slóstu mér vid!
Og augun hennar eru bædi blá og djúp og skær,
Hún brosir dátt og hlær.

Hún Bella, Bella, Bella, Bella símamær,
Er ekki alveg fædd í gær.
Í fjöri jafnt sem fegurd alla út hún slær,
Hún Bella, Bella, Bella símamær.

Halló, halló, já hvad heitid ér?
Hvad viljid thér mér enn? Ég thekki ydur nú.
Halló, halló, nei ert etta thú?
Ég ekki ig nú, á semjum vid frid,
Ar slóstu mér vid!
Og augun hennar eru bædi blá og djúp og skær,
Hún brosir dátt og hlær.

Hún Bella, Bella, Bella, Bella símamær,
Er ekki alveg fædd í gær.
Í fjöri jafnt sem fegurd alla út hún slær,
Hún Bella, Bella, Bella símamær.

Hún Bella, Bella, Bella, Bella símamær,
Er ekki alveg fædd í gær.
Í fjöri jafnt sem fegurd alla út hún slær,
Hún Bella, Bella, Bella Bella, Bella, Bella Bella, Bella, Bella, Bella,
Bella símamær.

Translation:
Bella the operator

She's Bella, Bella, Bella, Bella the operator
Not quite born yesterday
She's Bella, Bella, Bella, Bella the operator
Knows something about everyone , tells you how long you've been on

In love calls she'll put you thru at once
I should be the judge of that
More fun and beautiful than any other
Oh Bella, Bella, Bella the operator

Hello, hello, yes what is your name?
What do you want with me, I know you now
Hello, hello, oh is that you?
I know you now, let's have a truce
There, you win!
And her eyes are blue and deep and bright
She smiles heartily and laughs

She's Bella, Bella, Bella, Bella the operator
Not quite born yesterday
More fun and beautiful than any other
Bella, Bella, Bella the operator

Hello, hello, yes what is your name?
What do you want with me, I know you still
Hello, hello, oh is that you...?
I know you now, let's have a truce
There, you win!
And her eyes are blue and deep and bright
She smiles heartily and laughs

She's Bella, Bella, Bella, Bella the operator
Not quite born yesterday
More fun and beautiful than any other
Bella, Bella, Bella the operator

She's Bella, Bella, Bella, Bella the operator
Not quite born yesterday
More fun and beautiful than any other
She's Bella, Bella, Bella, Bella, Bella, Bella Bella, Bella, Bella, Bella,
Bella the operator!

splendor in the grass

Director: Elia Kazan
Writer: William Inge
Release Date: 10 October 1961 (USA)
Genre: Drama | Romance

ODE: INTIMATIONS OF IMMORTALITY
The Child is father of the Man;
And I could wish my days to be
Bound each to each by natural piety.
(..)
X. Then sing, ye Birds, sing, sing a joyous song!
And let the young Lambs bound
As to the tabor's sound!
We in thought will join your throng,
Ye that pipe and ye that play,
Ye that through your hearts today
Feel the gladness of the May!
What though the radiance which was once so bright
Be now forever taken from my sight,
Though nothing can bring back the hour
Of splendor in the grass, of glory in the flower;
We will grieve not, rather find
Strength in what remains behind;
In the primal sympathy
Which having been must ever be;
In the soothing thoughts that spring
Out of human suffering;
In the faith that looks through death,
In years that bring the philosophic mind.

William Wordsworth

2008-10-25

2008-10-24

lisboa



dias que chegam ao fim
manhãs que nunca nascem
não arrefecem as memórias
queimam
saudades

2008-10-11

afirma pereira


by Memo Vasquez -FLICKR

"Encontrou nas escadas a porteira que o cumprimentou cordialmente e lhe disse: Bom dia, Doutor Pereira, hoje não há correio nem chamadas para o senhor. Chamadas como?, perguntou Pereira surpreendido, entrou na redacção? Não, disse Celeste com ar triunfante, mas hoje de manhã estiveram cá os empregados dos telefones acompanhados por um comissário da polícia, fizeram uma ligação entre o seu telefone e a portaria, disseram que quando não estivesse ninguém na redacção era bom que houvesse quem recebesse as chamadas, acham que eu sou uma pessoa de confiança. Você é até demais uma pessoa de confiança para essa gente, gostaria de ter respondido Pereira, mas não disse nada. Perguntou apenas: E se tenho de telefonar? Tem de passar pela central, respondeu Celeste com satisfação, e agora a su central sou eu, é a mim que tem de pedir os números, e veja lá que eu nem queria, Doutor Pereira, trabalho toda a manhã e tenho de fazer o almoço para quatro pessoas, tenho de alimentar quatro bocas, eu, e além dos filhos, que se contentam com qualquer coisa, tenho um marido muito exigente, quando vem da esquadra, às duas da tarde, traz uma fome de lobo e é muito exigente. Vê-se pelo cheiro a fritos que lhe sobe pelas escadas, respondeu Pereira, e não disse mais nada."
Afirma Pereira - António Tabuchi

2008-10-05

2008-09-25

El Método


Realização: Marcelo Piñeyro.

Nacionalidade: Espanha / Argentina / Itália, 2005.

Sete candidatos a um importante lugar numa empresa multinacional, fechados nos escritórios de um arranha-céus madrileno, enfrentam diversos testes que irão determinar qual o mais apto. O processo decorrerá segundo o Método Gronholm, uma herança americana, como não podia deixar de ser. Enquanto isso, na mesma rua de Madrid, desenrola-se uma manifestação anti-globalização diante do local de uma cimeira entre os países mais ricos do mundo.

A tensão das ruas transporta-se para a sala, quando os candidatos são informados de que entre eles há um espião da empresa, que irá observar os seus comportamentos e avaliá-los. Submetidos a um conjunto de provas cada vez mais surreais, serão os próprios candidatos, através dos seus comportamentos e escolhas, que irão determinando quem fica e quem é eliminado nesta corrida. Tacteando e medindo os outros, cuidadosos com os seus próprios passos, mas vorazes, são o espectáculo de circo romano perfeito para uma empresa que os observa sem se mostrar.